Economista é bem aceito pelo mercado e sua indicação não enfrenta resistência significativa no Congresso
Gabriel Galípolo, atual diretor de Política Monetária do Banco Central, será sabatinado pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado nesta terça-feira (8). Indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para substituir Roberto Campos Neto na presidência do BC, Galípolo já conversou com mais de 60 senadores desde sua nomeação, ocorrida em 28 de agosto. O nome do economista tem aceitação no mercado financeiro e entre os parlamentares, sendo considerado uma escolha estratégica para liderar a instituição de 2025 a 2028.
Inicialmente, o governo tentou agendar a sabatina para setembro, mas a ausência de quórum no Senado, em função das campanhas eleitorais, adiou o processo. Agora, com o término do primeiro turno das eleições, o presidente do Congresso, Rodrigo Pacheco, já havia confirmado que a indicação seria votada após o retorno dos trabalhos legislativos. A expectativa é que a sabatina ocorra sem grandes obstáculos, tanto na CAE quanto no plenário do Senado.
A substituição de Roberto Campos Neto, indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, marca um novo capítulo na relação do Banco Central com o governo Lula. Campos Neto foi alvo de críticas constantes do presidente, especialmente em relação à condução da política monetária e à alta taxa de juros (Selic). Com a indicação de Galípolo, espera-se um alinhamento maior entre a autoridade monetária e as diretrizes econômicas da atual gestão.
O relator da indicação, senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado, sinalizou apoio irrestrito ao nome de Galípolo. Além de contar com a base governista, o economista também é bem visto pela oposição, incluindo membros do PL, partido de Bolsonaro. A expectativa é de que a sabatina confirme sua aprovação, consolidando a transição de comando no Banco Central.








