Deputado baiano evita acusações de traição, mas confirma disputa pela presidência da Câmara
O líder do União Brasil na Câmara, Elmar Nascimento (BA), finalmente quebrou o silêncio nesta sexta-feira (20) sobre a recente decisão do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), de apoiar Hugo Motta (Republicanos-PB) para sucedê-lo no comando da Casa. Nascimento, que até então era visto como um dos principais favoritos de Lira, se pronunciou pela primeira vez durante um evento na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), em Salvador. Embora tenha evitado usar o termo “traição”, que vinha sendo mencionado nos bastidores, o deputado baiano deixou clara sua insatisfação.
“A vida é feita de escolhas. Ele (Lira) fez a escolha dele, eu fiz a minha”, declarou Elmar Nascimento, ao comentar a decisão de Lira. A declaração marca um momento de tensão dentro do cenário político, uma vez que Lira era tido como um aliado próximo de Nascimento. A troca de apoio para Motta, após a desistência de Marcos Pereira (Republicanos-SP), pegou muitos de surpresa, elevando a competitividade pela sucessão.
Elmar Nascimento também aproveitou a ocasião para anunciar oficialmente sua aliança com Antonio Brito (PSD-BA) na disputa pela presidência da Câmara. Segundo ele, a união com o líder do PSD tem como objetivo garantir que um dos dois consiga avançar para o segundo turno da eleição, que ocorrerá em 3 de fevereiro de 2025. “Estamos trabalhando para ter um representante no segundo turno, e vamos fazer tudo o que for necessário para alcançar esse objetivo”, afirmou o deputado.
A movimentação de Elmar Nascimento e Antonio Brito reflete a crescente fragmentação dentro das negociações pela liderança da Câmara, que promete ser uma das disputas mais acirradas dos últimos tempos. Enquanto Lira apoia Hugo Motta, Nascimento busca consolidar forças para desafiar o apoio do atual presidente da Casa e conquistar espaço em um cenário político cada vez mais dinâmico.








