Inmet emite alerta laranja para baixa umidade em 17 Estados; estiagem se agrava em 2024 e deve continuar até novembro
O Brasil enfrenta uma das maiores secas já registradas, afetando amplas regiões do país, da Amazônia ao Paraná. De acordo com o Centro Nacional de Monitoramento de Desastres Naturais (Cemaden), esta é a pior estiagem das últimas sete décadas, ultrapassando a seca de 2015-2016. A previsão é que a situação se agrave até novembro, com os rios, especialmente na região amazônica, apresentando níveis cada vez mais baixos, aumentando o risco de incêndios florestais.
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um alerta laranja para baixa umidade do ar, com índices variando entre 12% e 20%, válido para o Distrito Federal, São Paulo e outros 15 Estados. Entre as áreas mais afetadas estão Tocantins, Rondônia, Pará, Bahia, Goiás e Minas Gerais. Em três Estados – Rio de Janeiro, Amazonas e Espírito Santo – foi emitido um alerta amarelo, indicando perigo potencial. Essa seca, segundo especialistas, é a primeira a atingir uma área tão extensa no país, agravando as condições ambientais e de saúde.
A baixa umidade, somada ao tempo seco, tem potencializado o risco de incêndios florestais, especialmente na Amazônia e no interior de São Paulo, regiões onde o avanço das queimadas tem preocupado as autoridades. Além disso, a estiagem prolongada também afeta a agricultura e o abastecimento de água, com várias áreas já em estado de emergência devido à falta de chuvas. A população deve ficar atenta aos alertas das autoridades, especialmente sobre o uso consciente de recursos hídricos.
O Inmet orienta que a população aumente o consumo de líquidos, evite exposição ao sol entre 10h e 16h e reduza a prática de atividades físicas durante o período mais quente do dia. O uso de hidratantes e umidificadores de ar também é recomendado para minimizar os impactos da seca.







