Nesta sexta-feira (23), a Associação dos Diplomatas Brasileiros (ADB Sindical) informou progresso nas negociações com o Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos (MGI) sobre o reajuste salarial dos diplomatas do Itamaraty. A proposta apresentada pelo MGI sugere um aumento de 23% para ministros de primeira e segunda classes, conselheiros, primeiros e segundos secretários, a ser dividido em duas parcelas, previstas para janeiro de 2025 e maio de 2026. Apesar da aceitação parcial dessa proposta, o indicativo de greve, aprovado no dia 14 de agosto, permanece em vigor.
No entanto, a proposta de reajuste de 7,8% para os terceiros-secretários ainda não foi aceita pela ADB Sindical, que segue buscando melhorias para esses servidores. O sindicato destacou que a mobilização da categoria continuará até a realização de uma nova assembleia, ainda sem data definida. Além dos reajustes salariais, os diplomatas também reivindicam a revisão das diárias e a implementação de mecanismos para compensação de horas extras, criticando o atual sistema de progressão na carreira, que dificulta a ascensão dos terceiros-secretários, mantendo-os nas classes iniciais por longos períodos.
Em recente eleição para a nova Diretoria Executiva e Conselho Fiscal da ADB Sindical, Gustavo Buttes foi eleito presidente com 51,9% dos votos. A nova gestão, que atuará até 2026, terá o desafio de continuar as negociações por melhores condições de trabalho e remuneração para os diplomatas.
A ADB Sindical ressalta que a promoção dentro do Itamaraty é significativamente mais lenta em comparação com outras carreiras públicas. Em alguns casos, diplomatas podem levar até 30 anos para alcançar o topo da carreira, principalmente com o aumento da idade de aposentadoria para 75 anos e a limitação de vagas disponíveis. O sindicato defende a urgência de uma reforma que permita uma progressão de carreira mais justa e eficiente para os servidores do Ministério das Relações Exteriores.







