Índices de umidade do ar em queda acentuada preocupam autoridades e afetam a saúde pública
Os dados mais recentes divulgados pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) mostram que várias cidades brasileiras estão enfrentando níveis alarmantes de umidade do ar, com índices que chegam a ser comparáveis aos do deserto do Atacama. Segundo informações do G1, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Distrito Federal, Goiás e Minas Gerais registraram níveis de umidade do ar de até 11%, próximos aos 5% do deserto mais seco do mundo.
A situação é ainda mais grave quando se considera que mais de 200 cidades pelo país apresentam uma umidade relativa do ar inferior ou igual à do deserto do Saara, cuja umidade máxima é de 20%. Este período de seca prolongada, que já dura mais de cem dias em algumas regiões, está associado a ondas de calor intensas e bloqueios atmosféricos que impedem a chegada de frentes frias e chuvas.
Os meteorologistas alertam que a seca severa é exacerbada por três fatores principais: o calor histórico que o Brasil enfrenta atualmente, ondas de calor que aumentam a evaporação da umidade e bloqueios atmosféricos que limitam a formação de nuvens e precipitação. Essas condições criam um ciclo vicioso que contribui para a contínua diminuição da umidade do ar.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde, a umidade do ar ideal para a saúde humana deve estar entre 40% e 70%. Quando a taxa cai para 30% ou menos, entra-se em uma zona de alerta, com potenciais riscos para a saúde. O Inmet emitiu um alerta de perigo para diversas regiões, incluindo São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul, Rondônia, parte de Mato Grosso e Rio Grande do Sul, indicando que a baixa umidade deve continuar afetando quase todo o território nacional nos próximos dias.







