CNE rejeita documento da ONU, alegando ataques cibernéticos e intenções políticas por trás da divulgação.
O Conselho Nacional Eleitoral (CNE) da Venezuela declarou nesta quarta-feira (14) que o relatório preliminar da ONU sobre as eleições presidenciais de 28 de julho é “panfletário”. Segundo o CNE, o documento, que aponta falta de transparência e integridade no processo eleitoral, deveria ser de uso interno, e sua divulgação pública violou acordos estabelecidos, revelando uma intenção política distorcida.
O CNE também negou repetidamente o conteúdo do relatório, alegando que desde o dia das eleições, a instituição tem sido alvo de um “ataque cibernético terrorista”. Apesar das dificuldades, a entidade afirmou que 80% das seções eleitorais foram transmitidas com resultados irreversíveis a favor de Nicolás Maduro.
Ainda assim, devido a ataques contínuos às plataformas de divulgação, o CNE informou que não foi possível publicar resultados detalhados por seção eleitoral, o que gerou questionamentos sobre a transparência do processo. Segundo o CNE, os especialistas da ONU, que não tinham autoridade para auditar os resultados, endossaram supostas fraudes alegadas pela oposição.
Por fim, o CNE acusou o painel da ONU de comprometer a credibilidade da organização e desrespeitar a confiança dos Estados-membros, enquanto o Carter Center, também presente como observador, declarou que as eleições não cumpriram os padrões democráticos.
Fonte: Jovem Pan








