Arrecadação federal totaliza R$ 201,6 bilhões no mês de agosto, com destaque para o aumento em tributos sobre combustíveis e importações.
Em agosto de 2024, a Receita Federal do Brasil anunciou um significativo aumento na arrecadação de receitas administradas, totalizando R$ 195,1 bilhões, um crescimento real de 12,06% em relação ao mesmo período do ano anterior. No acumulado de janeiro a agosto de 2024, a arrecadação atingiu R$ 1,64 trilhões, marcando um acréscimo de 9,41%. A arrecadação total das receitas federais também apresentou um aumento substancial, alcançando R$ 201,6 bilhões no mês de agosto, o que representa um crescimento real de 11,95% comparado a agosto de 2023.
A Receita Federal atribui o aumento na arrecadação ao comportamento das variáveis macroeconômicas, como a retomada da tributação do PIS/Cofins sobre combustíveis, a tributação de fundos exclusivos, e a atualização de bens e direitos no exterior, conforme estabelecido pela Lei 14.754 de 2023. O setor de combustíveis foi particularmente destacado, com a arrecadação de PIS/Pasep e Cofins alcançando R$ 45,6 bilhões, refletindo um crescimento real de 19,88% devido ao aumento no volume de vendas e serviços.
Além disso, a arrecadação previdenciária também apresentou um crescimento considerável, atingindo R$ 54,7 bilhões com um aumento real de 6,95%. Este resultado é atribuído ao crescimento da massa salarial e à postergação do pagamento da Contribuição Previdenciária para os municípios do Rio Grande do Sul afetados por calamidade pública. O Imposto sobre Importação e o IPI-Vinculado à Importação tiveram uma arrecadação conjunta de R$ 9,6 bilhões, um aumento real de 37,26%, impulsionado pelos altos volumes de importações e ajustes nas alíquotas.
No segmento de rendimentos de residentes no exterior, o Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) arrecadou R$ 6 bilhões, apresentando um impressionante crescimento real de 68,7%. Este aumento é decorrente dos substanciais acréscimos nas arrecadações de rendimentos de trabalho, royalties, assistência técnica, e juros sobre capital próprio. A Receita Federal continuará a monitorar e analisar os fatores que impactam a arrecadação para sustentar o crescimento e eficiência fiscal.








