Ajustes no mercado e instabilidade política impulsionam leve recuperação do dólar, que mantém cotação abaixo de R$ 5,50.
Após seis pregões consecutivos de queda, acumulando uma desvalorização de 5,08%, o dólar registrou uma leve alta no mercado brasileiro nesta quarta-feira (14), fechando cotado a R$ 5,46, um aumento de 0,36%. O dia foi marcado por ajustes de mercado e pela realização de lucros, além de uma recomposição parcial de posições defensivas, influenciadas por ruídos políticos internos. Pela manhã, a moeda até esboçou uma nova queda, após a divulgação de dados de inflação ao consumidor nos Estados Unidos, que estavam dentro das expectativas, alimentando apostas de um possível corte de juros pelo Federal Reserve em setembro.
Durante o dia, o dólar oscilou entre uma mínima de R$ 5,4292 e uma máxima de R$ 5,4872. Apesar da leve alta registrada hoje, a moeda ainda apresenta uma queda de 0,83% na semana e uma desvalorização de 3,29% no acumulado de agosto. No cenário político, a movimentação no Congresso, com a possível aprovação de mudanças nas “emendas PIX” e o projeto de renegociação da dívida dos Estados com a União, também influenciou o comportamento da moeda. Além disso, o fluxo cambial de agosto até o dia 9 foi negativo em US$ 302 milhões, segundo o Banco Central, refletindo as saídas líquidas pelo canal financeiro e as entradas pelo comércio exterior.
No cenário internacional, o índice DXY, que mede o desempenho do dólar em relação a uma cesta de seis moedas fortes, registrou leve alta durante a tarde, após uma queda pela manhã devido aos dados de inflação nos EUA. O dólar apresentou comportamentos variados em comparação com outras moedas emergentes e de países exportadores de commodities, caindo em relação ao peso mexicano e ao rand sul-africano, mas subindo frente ao peso chileno, impactado pela queda do cobre e uma disputa trabalhista na maior mina de cobre do mundo.
Fonte: Jovem Pan








