Novo alerta de perigo extremo e medidas emergenciais para combate aos focos de fogo
Desde o início de 2024, os incêndios têm devastado uma parte significativa do Pantanal, com 2,3 milhões de hectares, ou 15,61% do bioma, já atingidos pelas chamas, conforme dados do Laboratório de Aplicações de Satélites Ambientais da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Lasa-UFRJ). A situação continua crítica, com previsões de que até o próximo sábado (31), as condições climáticas na Bacia do Paraguai dificultarão ainda mais o combate aos incêndios devido à alta velocidade de propagação do fogo e à ineficácia dos meios aéreos.
As terras indígenas, que compõem uma parte significativa do Pantanal, também têm sido severamente afetadas. Mais de 371 mil hectares foram consumidos apenas nas áreas indígenas, com a Terra Indígena Kadiwéu sendo a mais atingida, com 357 mil hectares queimados, o que representa 66,4% de sua área total. Esses dados refletem a gravidade da crise e a necessidade urgente de medidas efetivas para conter os incêndios e proteger as áreas indígenas.
De acordo com o último boletim do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), divulgado em 20 de agosto, há 959 profissionais envolvidos no combate aos incêndios, apoiados por 18 aeronaves. Até o dia 18 de agosto, 569 animais silvestres foram resgatados. A resposta tem sido intensificada após a determinação do Supremo Tribunal Federal, que concedeu um prazo de 15 dias para o governo federal reforçar os recursos e pessoal no combate ao fogo no Pantanal e na Amazônia.
Em resposta à crise, o governo federal publicou uma portaria no dia 27 de agosto autorizando o Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (Prevfogo) a estruturar brigadas temporárias em 18 estados e no Distrito Federal. As brigadas, que variam de 13 a 25 profissionais, serão complementadas por equipes especializadas de pronto emprego, capazes de mobilizar-se em menos de 24 horas. A eficácia dessas medidas será avaliada em audiência de conciliação marcada para 10 de setembro, que também abordará três Ações de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPFs) relacionadas ao tema.







