Seca extrema afeta 16 estados e o Distrito Federal, com a situação mais crítica desde os anos 1980
A estiagem que assola o Brasil desde maio de 2023 atinge 16 estados e o Distrito Federal, caracterizando o pior período de seca desde a década de 1980. As condições severas incluem queimadas, rios secando e a morte de animais devido à escassez de água. Os estados afetados, além do Distrito Federal, incluem Amazonas, Acre, Rondônia, Mato Grosso, Pará, Mato Grosso do Sul, Goiás, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Bahia, Piauí, Maranhão e Tocantins.
O fenômeno do El Niño, que iniciou em junho do ano passado, tem alterado significativamente os padrões climáticos no Brasil. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a região Norte tem enfrentado um aumento nas áreas de seca, com a gravidade passando de fraca para extrema em algumas regiões. Em contraste, a região Sul começou a experimentar uma redução nas áreas de seca moderada a extrema. No Nordeste, a seca grave que se instaurou até março de 2024 tem mostrado sinais de retrocesso desde então.
O Monitor de Secas do Inmet relatou uma leve melhora em algumas áreas, como no sudoeste do Amazonas e no interior do Maranhão, Piauí, Ceará, Pernambuco e Alagoas. No entanto, a situação permanece crítica em várias regiões, incluindo o interior do Amazonas e oeste de Mato Grosso, onde a seca extrema continua. O Centro Nacional de Monitoramento de Desastres Naturais (Cemaden) confirma que mais da metade das cidades brasileiras, totalizando mais de 3,8 mil, estão atualmente em situação de seca.
Este cenário alarmante reforça a necessidade urgente de medidas de enfrentamento e mitigação. A seca prolongada tem impactos significativos não apenas sobre o meio ambiente, mas também sobre a vida cotidiana das populações afetadas, exigindo uma resposta coordenada entre autoridades e população para minimizar os danos e buscar soluções sustentáveis.







