O deputado Chiquinho Brazão (independente-RJ) enfrenta um pedido de cassação sob a acusação de ser um dos mandantes do assassinato da ex-vereadora Marielle Franco e de seu motorista Anderson Gomes. O Conselho de Ética da Câmara dos Deputados deve retomar a análise do relatório da deputada Jack Rocha (PT-ES), relatora do processo, na próxima quarta-feira (28). As conclusões desse parecer poderão levar à perda do mandato de Brazão ou a sanções disciplinares menos severas, dependendo das provas apresentadas.
A defesa de Brazão alega que ele participou da reunião investigada remotamente, um argumento que será analisado no decorrer do processo. Desde março, o deputado está em prisão preventiva por suspeita de envolvimento no crime, mas ainda mantém seu mandato na Câmara dos Deputados. O caso, que chocou o Brasil, reascende debates sobre justiça e responsabilidade no cenário político nacional.
O relatório da deputada Jack Rocha, ainda sob sigilo, foi protocolado e aguarda a deliberação do Conselho de Ética. Se o parecer recomendar a cassação, a decisão precisará ser aprovada pelos membros do conselho. A transparência e imparcialidade são essenciais para garantir que os princípios de ética parlamentar sejam cumpridos, refletindo o compromisso com a justiça e a responsabilidade por parte dos representantes eleitos.
Caso o pedido de cassação seja aprovado pelo Conselho de Ética, ele seguirá para o plenário da Câmara dos Deputados para votação final. A confirmação da cassação resultaria na perda do mandato de Chiquinho Brazão, encerrando sua atuação como deputado federal. Este processo destaca a importância dos mecanismos de controle e fiscalização na política brasileira, reforçando a necessidade de responsabilização e busca pela verdade em casos de graves acusações contra membros do Legislativo.








