Os Estados Unidos estão em negociações secretas para oferecer uma anistia ao presidente venezuelano, Nicolás Maduro, em troca de uma transição de poder em Caracas. Segundo informações do Wall Street Journal divulgadas ontem (11), a Casa Branca está colocando todas as cartas na mesa para convencer Maduro a deixar o governo antes de janeiro, quando ocorre a posse do próximo presidente. A proposta inclui perdão para Maduro e seus principais aliados, além de garantias de que não serão pedidos pedidos de extradição por parte do governo americano.
Maduro, que enfrenta acusações do Departamento de Justiça dos EUA por crimes como narcotráfico e terrorismo, tem uma recompensa de US$ 15 milhões por sua captura. Caso a negociação avance, os EUA cancelariam essa recompensa. No entanto, em negociações anteriores, Maduro recusou discutir qualquer acordo que implicasse em sua saída do poder, e fontes próximas ao regime indicam que essa posição permanece inalterada.
Na última sexta-feira (9), Maduro rejeitou qualquer possibilidade de negociar com a oposição e afirmou que María Corina Machado, uma das líderes opositoras, deve se entender com a Justiça chavista. Corina, que está escondida, havia se mostrado disposta a negociar uma transição, oferecendo salvo-conduto para que Maduro deixasse o cargo. Apesar disso, as Forças Armadas reafirmaram sua lealdade ao regime, mantendo o controle de setores estratégicos do país em troca de apoio.
A oposição afirma que Edmundo González Urrutia venceu as eleições com 67% dos votos, apresentando evidências de fraude por parte do chavismo. Ele foi o principal candidato opositor nas eleições que desafiaram Maduro.








