Em meio à divulgação de cerca de 20 balanços do segundo trimestre de 2024, a Petrobras (PETR4) foi o destaque desta quinta-feira (8), não tanto pelo desempenho financeiro, mas pela questão dos dividendos aos acionistas. A estatal anunciou um prejuízo líquido de R$ 2,605 bilhões para o período de abril a junho, revertendo o lucro líquido de R$ 28,782 bilhões registrado no mesmo período do ano anterior e o ganho de R$ 23,7 bilhões do primeiro trimestre de 2024.
A expectativa já era baixa devido à queda na produção de petróleo e ao defasamento dos preços dos combustíveis, mas o resultado negativo superou as previsões. A Bloomberg havia projetado uma queda de 38,8% no lucro líquido em reais e de 46,6% em dólares em relação ao ano anterior.
Desempenho Financeiro
Apesar do prejuízo, a Petrobras apresentou um lucro líquido recorrente de R$ 15,728 bilhões, uma redução de 46,5% em relação ao ano anterior e de 34,1% em comparação com o trimestre anterior. A receita com vendas aumentou 7,4%, totalizando R$ 122,258 bilhões, mas caiu 3,9% em relação ao trimestre anterior.
O Ebitda ajustado foi de R$ 49,740 bilhões, apresentando uma queda de 12,3% ano a ano e de 17,2% em relação ao trimestre anterior. A dívida líquida aumentou para R$ 46,160 bilhões, um crescimento de 9,4% em relação ao segundo trimestre de 2023 e de 5,8% em comparação com o trimestre anterior. Os investimentos no período subiram 4,7%, alcançando R$ 3,4 bilhões.
Dividendos Anunciados
A Petrobras anunciou a distribuição de R$ 13,57 bilhões em dividendos e juros sobre capital próprio (JCP) para o segundo trimestre de 2024, o que equivale a R$ 1,05320017 por ação ordinária e preferencial. O pagamento será feito em duas parcelas: a primeira em 21 de novembro de 2024 e a segunda em 20 de dezembro de 2024. As datas de corte para o pagamento são 21 de agosto para ações negociadas na B3 e 23 de agosto para ADRs negociados em Nova York.
Retenção de Dividendos Extraordinários
A grande expectativa era em relação aos dividendos extraordinários, mas a Petrobras reteve 50% desses dividendos, uma decisão que não surpreendeu os analistas. A empresa usou parte da reserva de capital para garantir o pagamento dos dividendos conforme sua política atual. A decisão de não distribuir os dividendos extraordinários pode ter um impacto negativo no mercado, conforme alertado por Ruy Hungria, analista da Empiricus Research.
A Petrobras utilizou R$ 6,4 bilhões da reserva de capital, que totalizava R$ 21,9 bilhões em dividendos extraordinários de 2023, para complementar o montante distribuído agora. O valor atual anunciado é 8,9% menor que os R$ 14,9 bilhões distribuídos no mesmo período do ano passado. Em 2024, a estatal já distribuiu R$ 27 bilhões em dividendos, incluindo os R$ 13,45 bilhões do primeiro trimestre.
Para mais detalhes sobre os resultados e a distribuição de dividendos da Petrobras, continue acompanhando as atualizações do mercado.
Fonte: Seu dinheiro








