Rede social, bloqueada em agosto pelo STF, é liberada dias antes do segundo turno e reacende debate político sobre timing da decisão
O retorno do X (antigo Twitter) ao Brasil, autorizado nesta terça-feira (8), gerou reações irônicas de figuras políticas como o deputado federal Nikolas Ferreira (PL) e o vereador eleito de São Paulo, Lucas Pavanato. Ambos sugeriram que a volta da rede social, bloqueada em agosto pelo ministro do STF Alexandre de Moraes, ocorreu em um momento estratégico, logo após o primeiro turno das eleições municipais. “Que coincidência, Xandinho”, escreveu Nikolas em referência a Moraes, insinuando uma possível conexão entre o timing da liberação e o cenário eleitoral.
Lucas Pavanato, o vereador mais votado nas eleições paulistanas, também seguiu o mesmo tom. Em sua publicação, ele ironizou: “X voltou depois do primeiro turno, deve ser coincidência mesmo”. O retorno da plataforma acontece às vésperas do segundo turno, marcado para o dia 27 de outubro, aumentando a expectativa sobre o impacto que o X poderá ter na reta final da disputa eleitoral.
A decisão do STF de bloquear o X em agosto ocorreu após a plataforma descumprir ordens judiciais relacionadas à moderação de conteúdo, especialmente no que tange à desinformação durante o período eleitoral. Com a liberação, há a expectativa de que o X volte a ser uma ferramenta central na estratégia de campanha de candidatos e partidos, tendo em vista seu papel de destaque nos debates e mobilizações online.
O retorno da rede social ao cenário político-eleitoral reforça a importância das plataformas digitais no processo democrático e reacende o debate sobre a regulação de conteúdo nas redes. Ao mesmo tempo, provoca discussões sobre o poder de decisão das instituições judiciais em momentos críticos, como o ciclo eleitoral, e seu impacto no ambiente político do país.








