Presidente brasileiro destaca a importância da soberania digital e o combate ao extremismo na América do Sul
Durante seu discurso na 79ª Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez críticas às grandes plataformas digitais, sem citar diretamente o nome do bilionário Elon Musk. Lula defendeu que os países da América do Sul devem ter a soberania para regulamentar seus ambientes digitais, afirmando que não podem se intimidar por indivíduos ou corporações “que se julgam acima da lei”. O comentário vem em meio a tensões entre o governo brasileiro e a plataforma X (antigo Twitter), de propriedade de Musk, que foi bloqueada após descumprir decisões do Supremo Tribunal Federal (STF).
Lula argumentou que, sem regras claras, a liberdade é a primeira vítima de um mundo digital desregulado. Ele destacou que os países devem ter o direito de legislar, julgar disputas e garantir o cumprimento das leis dentro de seus territórios, incluindo o espaço digital. A defesa da regulamentação digital é um dos pilares da política externa de Lula, que enxerga o controle adequado dessas plataformas como fundamental para o fortalecimento da soberania nacional e a proteção da democracia.
O presidente também abordou o combate ao extremismo e ao isolacionismo no continente sul-americano, criticando “falsos patriotas” e experiências ultraliberais que, segundo ele, pioraram as condições econômicas na região. Lula enfatizou que, no Brasil, a defesa das instituições democráticas é uma tarefa constante, e que movimentos extremistas, que buscam enfraquecer essas instituições, continuarão a ser derrotados.
A defesa da democracia e o combate ao extremismo foram temas centrais do discurso de Lula. Ele reforçou que a construção de um Estado eficiente, inclusivo e sustentável depende da resistência a discursos de ódio e ao autoritarismo. À tarde, Lula também participou de um evento paralelo à Assembleia Geral, ao lado do primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, para debater a defesa da democracia em um contexto global cada vez mais polarizado.








