A gasolina no Brasil está atualmente 5% mais cara do que no mercado internacional, de acordo com a Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom). Isso ocorre devido ao recente recuo nas cotações do petróleo no exterior, enquanto os preços praticados nas refinarias brasileiras permanecem mais elevados, especialmente em relação ao Golfo do México, referência para os importadores. Para que os preços internos sejam equiparados aos do mercado internacional, seria necessária uma redução de cerca de R$ 0,16 por litro nas refinarias brasileiras.
Essa diferença de preços também impacta o diesel, especialmente na Refinaria de Mataripe, na Bahia, a única unidade privada de refino do país, onde o diesel é 3% mais caro que os preços internacionais. Nas refinarias da Petrobras, os preços do diesel permanecem estáveis, mas a Abicom destaca que essa diferença abre espaço para potenciais importações de combustíveis, uma vez que as janelas de importação permanecem abertas.
Em agosto, a gasolina no Brasil havia atingido paridade com os preços internacionais, após um período de 200 dias em que os valores no mercado interno estavam abaixo dos praticados no exterior. Esse movimento, inclusive, havia reduzido o volume de importações. No entanto, os preços internos voltaram a subir, e a Abicom ressalta que o diesel não sofria reajustes desde dezembro de 2023. A defasagem atual de 4% no diesel também sugere a possibilidade de um aumento de R$ 0,15 por litro no mercado interno, o que pode afetar os custos de importação e distribuição.
Essa dinâmica de preços reflete as complexidades do mercado brasileiro de combustíveis, que, apesar das recentes variações globais, segue uma política de precificação que ainda mantém os valores mais elevados em relação aos mercados internacionais.








