Jornal aponta falta de ação concreta e acusa governo de usar propaganda em vez de políticas eficazes para o meio ambiente.
Em seu editorial desta segunda-feira, 9 de setembro, o jornal O Estado de S. Paulo faz uma dura crítica à gestão ambiental do governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo o Estadão, apesar de o presidente ter promovido a causa ambiental como uma de suas principais bandeiras durante a campanha de 2022, sua administração tem sido “intoleravelmente ausente” em momentos cruciais.
O texto aponta que Lula, descrito como um “animal político”, utilizou a questão ambiental para obter vantagem política e midiática, mas falhou em tomar medidas concretas. O jornal cita exemplos como o aumento das queimadas na Amazônia, no Pantanal e no Cerrado, que em agosto atingiram níveis alarmantes. Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), foram registrados mais de 68 mil focos de incêndio, o maior número desde 2010.
O editorial também critica a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, referindo-se a ela como tendo uma função “meramente decorativa”. Embora elogie suas intenções, o Estadão afirma que suas propostas são “irrealistas, contraproducentes ou irresponsáveis”.
O jornal ainda faz uma comparação entre a reação pública às crises ambientais nos governos de Lula e Bolsonaro, mencionando que a expressão “genocídio”, usada pela oposição para descrever a situação dos ianomâmis durante a administração anterior, agora foi abandonada. Concluindo, o Estadão lamenta que o Brasil, com sua rica biodiversidade, esteja perdendo uma oportunidade de liderar mundialmente a preservação ambiental.








