Indicação de Lula será votada pelo Senado após primeiro turno das eleições municipais
O Senado Federal marcou para o dia 8 de outubro a votação da indicação de Gabriel Galípolo para a presidência do Banco Central, substituindo Roberto Campos Neto, cujo mandato termina em 31 de dezembro. Galípolo, atual diretor de Política Monetária do BC, foi indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e já iniciou diálogos com os senadores para garantir sua aprovação. A votação no plenário ocorrerá logo após o primeiro turno das eleições municipais, data escolhida pelo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, devido ao baixo quórum durante o período eleitoral.
A sabatina de Galípolo na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), requisito necessário antes da votação em plenário, ainda não tem data definida. O presidente da CAE, senador Vanderlan Cardoso, será responsável por organizar o processo de avaliação. Segundo Pacheco, o cronograma permitirá que os parlamentares, envolvidos nas campanhas municipais, possam comparecer ao Senado para votar.
O líder da oposição, senador Marcos Rogério, sugeriu que a votação ocorresse após o segundo turno das eleições, a fim de garantir tempo para que o indicado tenha maior diálogo com os senadores. No entanto, o líder do governo, senador Jaques Wagner, argumentou que Galípolo já conversou com mais de 30 senadores e que o prazo até 8 de outubro é suficiente para ampliar esse diálogo.
Galípolo possui um vasto currículo, tendo sido secretário-executivo do Ministério da Fazenda e diretor de Política Monetária do Banco Central. Sua nomeação é vista como uma continuidade do trabalho técnico no BC, sendo também uma oportunidade de alinhamento com as políticas econômicas do governo Lula, que criticou o atual presidente da instituição por manter altas taxas de juros.








