Indicado à presidência do BC, Galípolo inicia reuniões para garantir aprovação em sabatina na próxima semana
O governo federal espera uma aprovação tranquila para Gabriel Galípolo, indicado à presidência do Banco Central, na sabatina marcada para terça-feira da semana que vem (10) na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado. Nomeado por Luiz Inácio Lula da Silva, Galípolo, que atualmente ocupa o cargo de diretor de Política Monetária do BC, iniciou nesta segunda-feira (2) uma série de encontros com líderes partidários e membros do colegiado. O objetivo é assegurar o apoio necessário para sua aprovação na comissão e, posteriormente, no Plenário do Senado.
Segundo o ministro da Secretaria de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, a orientação de Lula é que o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), acompanhe Galípolo durante essas reuniões. Wagner, que também foi designado relator da sabatina na CAE, deve apresentar seu relatório até amanhã (3), garantindo que a votação na comissão possa ocorrer conforme previsto. A estratégia do governo é assegurar que a transição na presidência do Banco Central ocorra sem contratempos, uma vez que o mandato de Roberto Campos Neto, atual presidente, só termina em dezembro.
Durante uma coletiva no Palácio do Planalto, Padilha expressou confiança na aprovação de Galípolo. “No Senado, até esse momento, nós só ouvimos elogios à indicação. Nenhum tipo de restrição”, afirmou o ministro, destacando a sólida preparação de Galípolo para o cargo. O governo também descartou a possibilidade de Campos Neto antecipar sua saída, reafirmando que a posse do novo presidente do BC só ocorrerá após o término do atual mandato.
A articulação para garantir a aprovação de Galípolo envolve reuniões com os líderes de todos os partidos representados no Senado, além de encontros com os presidentes Rodrigo Pacheco (PSD-MG) e Vanderlan Cardoso (PSD-GO), da CAE. O governo espera que essa agenda intensa de articulações assegure um processo de sabatina e votação sem maiores surpresas, consolidando a escolha de Lula para a liderança do Banco Central.








